A Deputada Manuela Tender (CH), Presidente da Delegação da Assembleia da República à União Interparlamentar, e a Deputada Ana Santos (PSD), participaram nos trabalhos da Conferência.
A Conferência serviu de plataforma para as mulheres parlamentares se reunirem, trocarem experiências, aprenderem umas com as outras e definirem estratégias comuns e inovadoras para promover a igualdade de género e os direitos e o empoderamento das mulheres.
Foram abordadas questões de atualidade e foi discutida uma orientação política sensível às questões de género. A Reunião realizou-se no México, onde a representação igualitária de homens e mulheres na tomada de decisões se tornou uma realidade, tanto no Parlamento como fora dele.
O documento final da Conferência Global das Mulheres Parlamentares da UIP, representa um compromisso coletivo de 376 parlamentares de 56 países para acelerar a concretização da paridade de género nos parlamentos. Inspirando-se na Recomendação Geral n.º 40 da Comissão CEDAW, o plano de ação acordado assenta em três dimensões fundamentais: paridade em números, paridade em poder e influência, e uma cultura de paridade. A conferência reconheceu que eleger mais mulheres é apenas o ponto de partida – é essencial garantir igualdade no acesso a cargos de liderança, condições de trabalho inclusivas e seguras, e o combate efetivo ao sexismo e à violência política de género, tanto offline como online. Para operacionalizar esta visão, os participantes propuseram medidas concretas, como a consagração da paridade nas constituições, a adoção de quotas de 50%, o financiamento público condicionado à representação feminina, e o apoio às candidaturas de mulheres de grupos sub-representados. Foi igualmente sublinhada a importância de lideranças partilhadas, de regras que assegurem a alternância entre géneros em cargos parlamentares, e da criação de infraestruturas e práticas de trabalho adaptadas às responsabilidades familiares. O plano apela também à construção de parcerias com a sociedade civil, organizações internacionais e media, e propõe um papel mais ativo da UIP na monitorização, promoção e difusão de boas práticas rumo à paridade como norma universal.
O documento final pode ser encontrado aqui.