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Comissão Parlamentar de Inquérito à Contratualização, Renegociação e Gestão de todas as Parcerias Público-Privadas do Sector Rodoviário e Ferroviário
    Encerrado - Período de atividade [2012-05-03 a 2013-07-05]
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Regulamento
 
 
 

Artigo 1.º

(Objeto)

1 –  A Comissão visa dar cumprimento à Resolução da Assembleia da República n.º 55/2012, publicada no Diário da República, I Série, n.º 81, de 24 de abril de 2012, onde se encontram fixados os objetivos a prosseguir.

2 –  A Comissão pode orientar-se por um questionário indicativo formulado inicialmente.

 

Artigo 2.º

(Composição e quórum)

1 –  A Comissão Parlamentar de Inquérito tem a seguinte composição:

Grupo Parlamentar do PSD - 7 Deputados

Grupo Parlamentar do PS - 5 Deputados

Grupo Parlamentar do CDS-PP - 2 Deputados

Grupo Parlamentar do PCP - 2 Deputado

Grupo Parlamentar do BE - 1 Deputado

2 –  A Comissão só pode funcionar e deliberar com a presença de mais de metade dos seus membros em efetividade de funções e desde que estes representem, pelo menos, três grupos parlamentares.

 

Artigo 3.º

(Composição e competência da Mesa)

 1 –  A Mesa é composta pelo Presidente e por dois Vice-Presidentes.

 2 –  Compete à Mesa a organização dos trabalhos da Comissão.

 

Artigo 4.º

(Competências do Presidente)

1 –  Compete ao Presidente:

a) Representar a Comissão;

b) Convocar, ouvidos os restantes membros da mesa e de acordo com a programação dos trabalhos a definir pela Comissão, as reuniões da Comissão;

c) Dirigir os trabalhos da Comissão;

d) Convocar e dirigir os trabalhos da Mesa;

e)Apreciar a justificação das faltas dos membros da Comissão;

f) Despachar o expediente normal da Comissão, dele dando conhecimento à mesma;

g) Desempenhar as competências atribuídas pela lei e pelo regimento.

2 –  Em caso de especial urgência, pode o Presidente da Comissão convocar a reunião da Comissão sem prévia audição dos restantes membros da Mesa.

 3 –  O Presidente pode delegar nos Vice-Presidentes algumas das competências enunciadas no n.º 1.

 

Artigo 5.º

(Competência dos Vice-Presidentes)

Os Vice-Presidentes substituem o Presidente nas suas faltas, no que se refere à competência constante da alínea c) do n.º 1 do artigo 4.º, e no seu impedimento quanto às outras competências, sem prejuízo do exercício de competências específicas que o Presidente neles delegue.

 

Artigo 6.º

(Diligências Instrutórias)

1 –  A Comissão pode, a requerimento fundamentado dos seus membros, solicitar por escrito ao Governo, às autoridades judiciárias, aos órgãos da Administração ou a entidades privadas, as informações  e os documentos que sejam considerados úteis à realização do inquérito.

2 –  A Comissão pode proceder, por deliberação sua, à convocação de qualquer cidadão para depor sobre factos relativos ao inquérito.

 

Artigo 7.º

(Documentos classificados)

1 –  Deve ser observada a classificação indicada nos documentos recebidos na Comissão, podendo a Mesa, por sua iniciativa, ou por deliberação da própria Comissão, solicitar à entidade de origem a sua desclassificação, sem prejuízo do disposto na lei para os documentos provenientes de entidades públicas.

2 –  Da documentação classificada como de divulgação restrita, é distribuído um exemplar impresso a cada Grupo Parlamentar.

 

Artigo 8.º

(Prestação de depoimento)

1 –  As pessoas convocadas para depor podem fazer-se acompanhar de advogado.

2 –  A prestação do depoimento inicial é facultativa e não deve exceder dez minutos.

3 –  Após o depoimento inicial, os membros da Comissão dispõem de dez minutos por cada grupo parlamentar, para formular perguntas ao depoente.

4 - Numa segunda ronda de perguntas, cada grupo parlamentar dispõe de cinco minutos.

5 - Findas estas duas rondas, cada Deputado dispõe de três minutos para formular perguntas.

6 – A inquirição inicia-se e é feita, para cada depoente, de modo rotativo, por ordem decrescente de representatividade dos grupos parlamentares.

7 - A forma dos depoimentos rege-se pelas normas aplicáveis do Código de Processo Penal sobre prova testemunhal, designadamente, artigos 128.º e seguintes.

 

Artigo 9.º

(Sigilo e faltas)
1 –  O Deputado que violar o dever de sigilo em relação aos trabalhos da Comissão ou faltar sem justificação a mais de quatro reuniões perde a qualidade de membro da Comissão.

2 –  No caso de haver violação de sigilo, a Comissão de Inquérito deve promover uma investigação sumária e deliberar, por maioria qualificada de dois terços, sobre a sua verificação e a identidade do seu autor, para efeitos de comunicação ao Presidente da Assembleia da República.

 

Artigo 10.º

(Relatório)

1 –  A Comissão, até à sua quinta reunião, designa um relator, podendo ainda deliberar sobre a criação de um grupo de trabalho constituído por Deputados representantes de todos os grupos parlamentares.

2 –  O relator será um dos referidos representantes.

3 –  O grupo de trabalho será presidido pelo Presidente da Comissão ou por quem este designar.

4 –  O trabalho produzido pelo referido grupo é instrumental e acessório da Comissão.

5 –  O projeto de relatório termina por uma votação final global, seguida de declarações de voto e ainda, eventualmente, pela apresentação de um projeto de resolução.

6 –  O relatório final refere obrigatoriamente:

a) O objeto do inquérito;

b) O questionário, se o houver;

c) As diligências efetuadas pela Comissão;

d) Os documentos solicitados e obtidos;

e) As conclusões do inquérito e respetivos fundamentos;

f)  O sentido de voto de cada membro da Comissão, bem como as declarações de voto escritas.

7 –  Caso o projeto de relatório seja rejeitado pela Comissão, deverá ser designado novo relator.

8 – A Comissão pode propor ao Plenário ou à Comissão Permanente a elaboração de relatórios separados, se entender que o objeto do inquérito é suscetível de investigação parcelar, devendo os respetivos relatórios ser tidos em consideração no relatório final.

 9 –  O relatório e as declarações de voto são publicados obrigatoriamente no Diário da Assembleia da República.

 

Artigo 11.º

(Registo áudio e vídeo)

1 –  As reuniões, diligências e inquirições da Comissão são objeto de gravação, salvo se, por motivo fundamentado, a comissão deliberar noutro sentido.

2 –  A transcrição das gravações destina-se à instrução escrita do processo de inquérito.

3 –  Os registos de áudio e vídeo ficam, em permanência, guardados nos respetivos sistemas e são públicos, salvo se a Mesa da Comissão deliberar em contrário no decurso do inquérito, passando posteriormente essa competência para a presidência da Assembleia da República.

  

Artigo 12.º

(Publicidade)

1 –  As reuniões e diligências efetuadas pela Comissão são, em regra, públicas, salvo se a Comissão assim o não entender, em deliberação tomada em reunião pública e devidamente fundamentada num dos seguintes argumentos:

 a)    As reuniões e diligências tiverem por objeto matéria sujeita a segredo de Estado, a segredo de justiça ou a sigilo por razões de reserva da intimidade das pessoas;

b)    Os depoentes se opuserem à publicidade da reunião, com fundamento na salvaguarda de direitos fundamentais;

c)    As reuniões e diligências colocarem em perigo o segredo das fontes de informação, salvo autorização dos interessados.

2 –  As atas da Comissão, assim como todos os documentos na sua posse, podem ser consultados após a aprovação do relatório final, salvo se corresponderem a reuniões ou diligências não públicas nos termos do número anterior, ou se se tratar de documentação classificada, produzida e rececionada.

3 –  A transcrição dos depoimentos prestados perante a Comissão em reuniões não públicas só pode ser consultada ou publicada com autorização dos seus autores.

 

 Artigo 13.º

(Direito subsidiário)

 Aplicam-se subsidiariamente as normas do Regime Jurídico dos Inquéritos Parlamentares, estatuído na Lei n.º 5/93, de 1 de março, alterada pela Lei n.º 126/97, de 10 de dezembro, e alterada e republicada pela Lei n.º 15/2007, de 3 de abril, bem como do Regimento da Assembleia da República.

  

Artigo 14.º

(Publicação)

O presente regulamento é publicado na II Série do Diário da Assembleia da República.

 

Palácio de São Bento, 16 de maio de 2012.

 

O Presidente da Comissão,

António Filipe

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