Bem-vindo à página oficial da Assembleia da República

Nota de apoio à navegação

Nesta página encontra 2 elementos auxiliares de navegação: motor de busca (tecla de atalho 1) | Saltar para o conteúdo (tecla de atalho 2)
Versão Inglesa Versão Francesa
Os cidadãos
* Subscrever newsletter * Subscrever conteúdos * Versão áudio * ARtv-emissão em direto * Contactos * Mapa do site * Correio do cidadão Botão para executar a pesquisa Pesquisa avançada
Ignorar hiperligações de navegação
Parlamento
Presidente
Deputados e Grupos Parlamentares
Comissões Parlamentares
Intervenções e Debates
Fiscalização Política
Atividade Parlamentar e Processo Legislativo
Assuntos Europeus
Relações Internacionais
Orçamento do Estado e Contas Públicas
Revisões Constitucionais
Diário da Assembleia da República
Orçamento e Conta de Gerência
Gestão do Parlamento
Arquivo e Documentação
Legislação
Visita Virtual
Livraria Parlamentar

Visita Virtual

Imprimir página
Senado 

Aspeto da Câmara dos Pares (1866)

Sala do Senado

A sala do Senado resulta da reformulação da Sala do Capítulo do convento beneditino, segundo projeto do arquiteto Jean François Colson, e foi inaugurada em 1867 para acolher a Câmara dos Pares.

De planta semicircular e disposição em hemiciclo, a sala organiza-se com tribunas simples em cada extremo e uma reservada em posição central, duas ordens de camarotes que se sucedem em grupos de 15 com duas varandas superiores de metal forjado, e separadas por uma série de 22 colunas em mármore, de capitel compósito com o escudo nacional e as quinas.

Pormenor do tromp l'oeil no teto da Sala do Senado
Claraboia da Sala do Senado
O pavimento é em parquet de madeira de carvalho com embutidos de pau-cetim. O teto, revestido de estuque, foi pintado a grisaille, em tromp l'oeil, simulando cartelas em baixos-relevos com motivos geométricos e figurativos, da autoria do pintor-decorador E. Cotrim, responsável também por decorações semelhantes no Palácio da Ajuda.
Uma claraboia em vidro fosco proporciona iluminação zenital natural a todo o espaço.

Junto às galerias, ao longo do anfiteatro, dispõem-se oito bustos em mármore representando os Pares ilustres: Duque de Palmela, da autoria de Araújo Cerqueira (1851); D. Guilherme e Duque da Terceira, ambos da autoria de Manuel Bordalo Pinheiro; Conde do Lavradio, da autoria de Miguel Santos, (1891); Duque de Loulé, da autoria de Anatole Calmels (1876); Duque de Saldanha, da autoria de Alberto Nunes (1877); Duque de Ávila e Bolama e Fontes Pereira de Melo, ambos da autoria de Simões de Almeida (sobrinho) (1881 e 1887, respetivamente).

 Busto do Duque de Palmela, da autoria de Araújo Cerqueira (1851)  Busto de D.Guilherme, da autoria de Manuel Bordalo Pinheiro  Busto do Duque da Terceira, da autoria de Manuel Bordalo Pinheiro  Busto do Conde do Lavradio, da autoria de Miguel Santos, (1891)  Busto do Duque de Loulé, da autoria de Anatole Calmels (1876)  Busto do Duque de Saldanha, da autoria de Alberto Nunes (1877)  Busto do Duque de Ávila e Bolama, da autoria de Simões de Almeida (sobrinho) (1881)  Busto de Fontes Pereira de Melo, da autoria de Simões de Almeida (sobrinho) (1887)


Sala do Senado


O mobiliário presidencial, bem como o púlpito do orador e as portas, de autoria do entalhador Leandro Braga, trabalhados em madeira de castanho, apresentam uma sobriedade das linhas, depuração decorativa e acentuados valores de simetria, característicos da época, ajustando-se de forma perfeita à austeridade das sessões que decorrem na sala.

Medalhão em bronze embutido, da autoria de Anatole Calmels, com o busto do Duque de Palmela, Presidente da Câmara dos Pares 1834 Medalhão em bronze embutido, com o busto do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Guilherme, presidente da Câmara dos Pares em 1846
A frente da mesa da presidência está decorada com dois medalhões em bronze embutidos, da autoria de Anatole Calmels, com os bustos, em baixo-relevo, do Duque de Palmela e do Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Guilherme, presidentes da Câmara dos Pares, respetivamente em 1834 e 1846. Sobre a mesa, em cada extremo, estão dois candeeiros de bronze com representações femininas, em estilo Arte Nova.

Relógio da Sala do Senado desenhado por Anatole Calmels

Cabeceira de D. Pedro IV na Sala do Senado

Cabeceira de D. Maria II na Sala do Senado

O cadeirão é estofado em capitonné e encimado por duas figuras que seguram livros e flanqueiam um medalhão com as quinas e um castelo do escudo português, apoiado num púlpito com a inscrição latina in legibus salus (a salvação está na lei). Em frente à Mesa da Presidência encontra-se um relógio desenhado por Anatole Calmels. Deste mesmo autor são as cabeceiras das 2 portas, esculpidas em mármore branco de Carrara com os bustos dos primeiros reis constitucionais, D. Pedro IV e D. Maria II

Quadro de D. Luís na Sala do Senado
Um retrato, pintado por José Rodrigues em 1866, representando o rei D. Luís, monarca contemporâneo da inauguração da Câmara dos Pares, foi colocado na parede por detrás da atual tribuna da presidência.
Nesta sala decorreram as reuniões da primeira câmara (também chamada câmara alta) nas ocasiões em que a nossa lei fundamental instituiu um sistema bicameralista, o que aconteceu com a Carta Constitucional (Câmara dos Pares), com a Constituição de 1838 (Câmara de Senadores) e com a Constituição de 1911, a primeira da República (Senado). Durante o Estado Novo teve aqui assento a Câmara Corporativa.

Após a revolução de 25 de Abril de 1974 e consagrando a Constituição de 1976 um sistema monocameral, a sala tem tido utilização diversa, acolhendo nomeadamente, reuniões de grupos parlamentares e de comissões parlamentares, conferências e seminários.

 

Símbolo da acessibilidade Acessibilidade Ficha técnica Administrador Reserva de Propriedade
© 2008 Assembleia da República