Bem-vindo à página oficial da Assembleia da República

Nota de apoio à navegação

Nesta página encontra 2 elementos auxiliares de navegação: motor de busca (tecla de atalho 1) | Saltar para o conteúdo (tecla de atalho 2)
Versão Inglesa Versão Francesa
Os cidadãos
* Subscrever newsletter * Subscrever conteúdos * Versão áudio * ARtv-emissão em directo * Contactos * Mapa do site * Correio do cidadão Botão para executar a pesquisa Pesquisa avançada
Ignorar hiperligações de navegação
Parlamento
Presidente
Deputados e Grupos Parlamentares
Comissões Parlamentares
Intervenções e Debates
Fiscalização Política
Actividade Parlamentar e Processo Legislativo
Relações Internacionais
Orçamento do Estado e Contas Públicas
Revisões Constitucionais
Diário da Assembleia da República
Gestão do Parlamento
Arquivo e Documentação
Legislação
Visita Virtual
Livraria Parlamentar

Visita Virtual

Imprimir página
Sala dos Passos Perdidos 

 Sala dos Passos Perdidos
No topo da Escadaria Nobre, a sala dos Passos Perdidos, adjacente à sala das Sessões, funciona como o grande centro de encontros e desencontros entre os deputados, membros do governo e jornalistas.A sala, da autoria de Ventura Terra, foi erguida por cima do átrio, respeitando e seguindo o traçado e dimensões deste, já por si adaptadas ao desenho original da igreja conventual beneditina. 
 
 Pintura no tecto da Sala dos Passos Perdidos
O tecto foi construído em abóbada de berço - descarregando, nos extremos, em 4 colunas com fuste de mármore rosa, capitéis compósitos e bases de bronze dourado -, e aligeirado e iluminado artificialmente através de uma clarabóia de ferro e vidro amarelo e rosado, lembrando as soluções adoptadas pelos arquitectos-engenheiros franceses e ingleses (muito particularmente a parisiense Gare d'Orsay, aliás concebida pelo mestre de Ventura Terra, Victor Laloux, que o viria novamente a influenciar no projecto do Pavilhão das Colónias, na Exposição de Paris, em 1900).
 Sala dos Passos Perdidos

O tecto está decorado com pinturas em dois grupos de três figuras alegóricas, um em cada uma das duas lunetas situadas nos extremos da abóbada (a Lei, a Justiça e a Sapiência; a Independência, a Soberania e a Pátria), respectivamente da autoria de João Vaz e de Benvindo Ceia.

As paredes, de mármore branco e rosa, são marcadas por 18 pilares duplos adossados, e decoradas, entre eles, com 6 painéis, pintados a óleo sobre tela por Columbano Bordalo Pinheiro. O pintor, que já se havia dedicado a decorações em edifícios públicos, tais como as do Museu de Artilharia, seguiu as exigências da encomenda de 1921 na representação das 22 figuras da História portuguesa, desde o séc. XIII ao séc. XIX, ligadas à política, à oratória e à administração pública.
As imagens das pinturas retratam as seguinte personalidades históricas:

- D. Dinis, João das Regras e D. João II;
- Febo Moniz, Padre António Vieira, D. Luiz de Menezes (Conde da Ericeira), e João Pinto Ribeiro;
- Conde de Castelo Melhor, D. Luís da Cunha, Marquês de Pombal e José Seabra da Silva;
- Manuel Fernandes Tomáz, Manuel Borges Carneiro e Joaquim António de Aguiar;
- Mouzinho da Silveira, Duque de Palmela, Duque de Saldanha e José da Silva Carvalho;
- Passos Manuel, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e José Estevão de Magalhães.

Painel de Columbano Bordalo Pinheiro, na Sala dos Passos Perdidos, retratando D. Dinis, João das Regras e D. João II  Painel retratando Febo Moniz, Padre António Vieira, D. Luiz de Menezes (Conde da Ericeira), e João Pinto Ribeiro  Painel retratando o Conde de Castelo Melhor, D. Luís da Cunha, Marquês de Pombal e José Seabra da Silva  Painel retratando Manuel Fernandes Tomáz, Manuel Borges Carneiro e Joaquim António de Aguiar  Painel retratando Manuel Fernandes Tomáz, Manuel Borges Carneiro e Joaquim António de Aguiar  Painel  retratando Passos Manuel, Almeida Garrett, Alexandre Herculano e José Estevão de Magalhães
Estes seis painéis de Columbano Bordalo Pinheiro formam um conjunto histórico com um discurso que se desenvolve cronologicamente, desde a tela onde estão representadas as personagens medievais, até àquela onde surgem as figuras contemporâneas.
A sua disposição é agrupada e a sua apresentação faz-se no sentido da leitura ocidental (da esquerda para a direita). 
                                            
 Pintura de Benvindo Ceia representando Viriato
 Alegoria à Convenção de Évora-Monte da autoria de João Vaz
O facto de não haver uma recriação de diferentes planos de fundo (que integrem as personagens nas épocas e constituam referências características) e de todos os painéis terem o mesmo céu enevoado, estruturas arquitectónicas simples - muros ou degraus -, igual cromatismo (predominância dos ocres amarelos, vermelhos e sépias, com valores tonais) e a mesma luminosidade (dourada, da direita para a esquerda e sem projecção de sombras) confere valores cenográficos ao conjunto, acentuando a apresentação planificada dos tempos históricos representados. A distingui-los, apenas os trajos típicos de cada época e a qualidade do retrato que individualiza os seus actores em descanso, imortalizados em atitudes fora de cena, (nas primeiras um retrato imaginário, nas últimas um retrato documental).

Comprometidas ainda com o Romantismo na carga dramática da representação, e tocando já o Naturalismo ao nível da plasticidade das formas, da diluição dos seus contornos nos fundos e da liberdade da mancha cromática, estas seis pinturas não só marcam a presença mais significativa de Columbano no Palácio de São Bento, mas também assumem importância na Obra do artista. 
 

 Busto da República da autoria de Francisco dos Santos
 Leão em gesso patinado da autoria do escultor José Neto
As paredes recuadas ao fundo da sala, no acesso à escadaria, foram pintadas, à esquerda, por Benvindo Ceia, representando Viriato (herói lusitano resistente à ocupação romana), e, à direita, por João Vaz, com uma alegoria à Convenção de Évora-Monte (assinada em Maio de 1834, pondo termo à guerra civil entre liberais e absolutistas, com o consequente exílio de D. Miguel). 
Por cima das portas laterais, encontram-se quatro leões em gesso patinado da autoria do escultor José Neto.
À esquerda, no acesso à sala da República (também chamada da Imprensa, por nela decorrerem as conferências de imprensa), está exposta uma cabeça de República, em bronze, da autoria de Francisco dos Santos, datada de 1910.

 

Símbolo da acessibilidade Acessibilidade Ficha técnica Administrador Reserva de Propriedade
© 2008 Assembleia da República