Alexandre Herculano de Carvalho Araújo, juntamente com Almeida Garrett, foi o impulsionador do Romantismo em Portugal, assumindo o papel de doutrinário e teorizador deste movimento artístico.
Durante o regime absolutista de D. Miguel, este romancista e historiador foi obrigado a exilar-se em 1831, primeiro em Inglaterra, depois em França. No ano seguinte integra o exército liberal de D. Pedro IV e combate no cerco do Porto.
Alexandre Herculano, vulto da primeira geração romântica, é nomeado diretor das Bibliotecas Reais da Ajuda e das Necessidades em 1839.
Um ano depois é eleito Deputado pelo Partido Cartista, tomando parte nos trabalhos parlamentares, especialmente na Comissão de Instrução Pública.
Em 1841 abandonou a vida política, que só retomará em 1851. Durante este interregno político entrega-se à produção literária e histórica.
Em 1855 é eleito vice-presidente da Academia Real das Ciências.